À margem da visita dos ministros da Educação e da Defesa Nacional à Escola Nacional da Amadora, onde o Exército realizou hoje uma ação de higienização e de sensibilização, Tiago Brandão Rodrigues afastou a necessidade de reforçar as equipas de limpeza com novas contratações.

“Não nos podemos esquecer que os agrupamentos de escolas têm um conjunto de assistentes operacionais e que existe um número muito significativo de escolas que vão estar encerradas, nomeadamente as do ensino básico”, afirmou o ministro da Educação.

Questionado sobre a necessidade de contratar mais profissionais para assegurar o cumprimento do plano de limpeza e higienização diárias nas escolas que venham a receber alunos ainda este ano letivo, o ministro admitiu a possibilidade de os agrupamentos chamarem assistentes operacionais destacados para trabalhar nas escolas que se vão manter fechadas.

Segundo uma norma da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), com a orientação da Direção-Geral da Saúde (DGS) e das Forças Armadas, hoje divulgada, a frequência da limpeza dos espaços deverá ser reforçada.

As salas de aula, por exemplo, devem ser desinfetadas sempre que haja mudança de turma e os refeitórios logo após a utilização de um grupo e antes de outro entrar no espaço. Já as casas de banho e as zonas e objetos de uso comum, como corrimãos ou maçanetas, devem ser limpos pelo menos duas vezes de manhã e duas vezes à tarde.

No entanto, o governante sublinhou que ainda não foi anunciada qualquer decisão sobre a reabertura das escolas, assegurando que “no momento certo, todos os detalhes chegarão às escolas” e que o regresso às aulas, a verificar-se, será feito “com o menor risco e com o máximo de segurança” para todos.

O mesmo argumento foi invocado por Tiago Brandão Rodrigues, quando questionado se seria necessário contratar professores para as aulas presenciais dos alunos do 11.º e 12.º anos, uma preocupação que tem sido levantada por professores e diretores escolares.

Na segunda-feira, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, lamentou à Lusa que as escolas ainda não tenham recebido indicações práticas de como devem organizar a reabertura das escolas.

"Precisamos saber quantos alunos poderemos ter por sala de aula para sabermos se precisamos ou não de mais professores. Se, por exemplo, só puder ter 10 alunos por sala, então para uma turma de 30 alunos se calhar vou precisar de ter mais dois professores", exemplificou.

Os estabelecimentos de ensino estão encerrados desde 16 de março, depois de o Governo ter decidido suspender as atividades letivas presenciais devido à pandemia da covid-19, uma medida que se vai prolongar até ao final do ano letivo para os alunos do ensino básico e 10.º ano.

Apenas os alunos do 11.º e 12.º anos poderão regressar às escolas, para ter aulas presenciais de preparação para os exames nacionais de acesso ao ensino superior, decisão que será anunciada na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, após reunião do Conselho de Ministros.

Portugal contabiliza 948 mortos associados à covid-19 em 24.322 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

O país vai terminar no sábado, 02 de maio, o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o Governo deverá anunciar na quinta-feira as medidas para continuar a combater a pandemia.

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