Enxofre, azoto e partículas tóxicas ultrafinas reagem no ar, “entram nos pulmões e são pequenas o suficiente para passar pelos tecidos e entrar no sangue, causando inflamações e problemas cardíacos e pulmonares”, afirma a Zero num comunicado a propósito da conferência anual do Dia Marítimo Europeu, que se realiza em Lisboa na quinta e na sexta-feira.

“As cidades portuárias não podem ter navios de cruzeiro como fontes significativas de poluição”, argumenta a associação, que defende que é essencial “descarbonizar o transporte marítimo”, responsável por 3% das emissões globais de dióxido de carbono, e colocar baterias nos navios que percorrem distâncias curtas e o recurso a hidrogénio líquido e amónia líquida gerados com eletricidade renovável para as viagens de longo curso.

À semelhança das medidas que restringem o trânsito de automóveis mais poluentes nas cidades, deve haver uma área de emissões controladas no Mediterrâneo que se possa alargar também ao Atlântico Norte para abranger a costa portuguesa, com limitações ao teor de enxofre no combustível naval e às emissões de azoto.

Referindo-se a obras previstas para Portugal, como as dragagens no estuário do Sado e o prolongamento do quebra-mar de Leixões, a Zero afirma que “a estratégia portuária não respeita os valores da sustentabilidade”, com efeitos esperados em espécies como os golfinhos e em atividades como a pesca, o turismo e o lazer.

No alto mar, a Zero está contra a mineração em águas profundas, onde há “ecossistemas altamente vulneráveis”, defendendo que se deve conter a necessidade de ir buscar mais recursos usando melhor os existentes através da economia circular, dirigida para a reciclagem e reutilização.

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