“Essa é uma questão que eu não me coloco, eu acho que nós vamos ter um bom resultado”, diz a líder do CDS, quando questionada diretamente, em entrevista à Lusa, sobre qual seria a percentagem mínima de votos no seu partido para se manter como dirigente máxima. “A nossa preocupação” — diz — é afirmar “as bandeiras eleitorais” do CDS e “contribuir o mais possível para um bom resultado do centro-direita”.

Assunção Cristas declara que vai continuar o seu trabalho intensamente “para que as pessoas percebam quais são as prioridades e por que é que faz sentido votar no CDS (…) porque representa uma visão diferente, alternativa, uma visão de centro-direita para Portugal”.

A líder centrista não rejeita que há muito trabalho a fazer e que sabe de onde parte: “Temos 18 deputados, sabemos o difícil que é, mas também sabemos que cada eleição é uma eleição. Portanto, o que podemos dizer é que estamos aqui, sim, para o mais possível dar força às nossas bandeiras [mas] isso está nas mãos das pessoas”.

“Se as pessoas entenderem que faz sentido baixar impostos, baixar 15% o IRS e baixar os impostos para as empresas para que a economia cresça mais, melhorar as condições para as famílias e ter a natalidade como um grande tema, melhorar as condições para os mais idosos, olhar para o Estado numa visão complementar em que todos os setores são relevantes na saúde, na educação, na área social, por exemplo, tem bons motivos para votar no CDS”, destaca.

Segundo Assunção Cristas, as pessoas têm de ter a certeza de que o seu voto no CDS “para uma política alternativa de centro direita, não é para qualquer outro objetivo”, afirma ainda, sublinhando a “ambição” do CDS em “ir mais longe, libertar as pessoas, as empresas, para que possam construir a sua vida”.

Esta visão do CDS contrasta, segundo a dirigente do CDS, com as propostas à esquerda, onde não consegue “vislumbrar no mundo país onde elas tenham funcionado e onde as sociedades sejam mais prósperas e mais justas”.

A presidente do CDS cita o exemplo dos países nórdicos, nos quais coexiste um Estado social, “com um grande apoio, grande generosidade, mas [também] temos uma economia muito livre, muito aberta e sem gerar obstáculos às pessoas”.

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