"Depois do ataque desta manhã a um autocarro que transportava crianças de um mercado de Dahyan, no norte de Saada, um hospital apoiado pelo CICR recebeu dezenas de mortos e de feridos", pode ler-se num tweet da Cruz Vermelha.

"Segundo o Direito humanitário internacional, os civis devem estar protegidos durante os conflitos", continua.

A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Iémen, Meritxell Relano, disse estar "preocupada com as primeiras informações sobre crianças mortas em Saada".

"As nossas equipas estão verificar o número de pessoas mortas e de feridos. Crianças não devem ser tomadas como alvo", frisou na sua conta da rede social Twitter.

A televisão Al-Masirah dos rebeldes Huthis, que controlam a zona onde ocorreu o ataque, afirmou que 39 pessoas morreram, e 51 ficaram feridas, "na sua maioria crianças".

Segundo a emissora, foi um ataque aéreo da coligação sob comando da Arábia Saudita, a qual intervém no Iémen em apoio às forças do governo.

O porta-voz da coligação não comentou o episódio, de acordo com a agência France-Press.

Na última quinta-feira, pelo menos 55 civis morreram, e 170 ficaram feridos em ataques em Hodeida (oeste), segundo o CICR.

A cidade estratégica de Hodeida está controlada pelos Huthis, que também responsabilizaram a coligação pela ofensiva — algo que esta negou, tendo atribuído a sua autoria aos rebeldes.

A guerra no Iémen já fez mais de 10.000 mortos desde a intervenção da coligação em março de 2015 e deflagrou a "pior crise humanitária" do mundo, segundo a ONU.

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