“Penso no povo da Nicarágua, que sofre por causa do atentado à catedral de Manágua, onde ficou muito danificada e praticamente destruída uma imagem de Cristo, muito venerada, que acompanhou e sustentou durante séculos a vida daquele povo fiel. Caros irmãos da Nicarágua, estou próximo e rezo por vós”, lamentou o pontífice, a partir da janela do Palácio Apostólico, logo depois da recitação da oração do Angelus.

A catedral de Manágua, capital da Nicarágua, foi atingida na sexta-feira por um engenho explosivo, que provocou um incêndio na Capela do Sangue de Cristo, destruindo o crucifixo que ali era venerado, não tendo o ataque provocado feridos.

O cardeal Leopoldo Brenes, arcebispo de Manágua, falou num “ato terrorista” e de ódio à Igreja Católica, denunciando que tem sido perseguida pelos apoiantes do Presidente Daniel Ortega nos últimos meses, procurando “intimidá-la na sua missão evangelizadora”.

Este é o último exemplo de uma onda de profanação contra os templos católicos, iniciada desde que o clero anunciou a suspensão do maior festival popular da Nicarágua, em honra de Santo Domingo de Guzmán, devido à pandemia de covid-19, quando algumas instituições do Governo tomavam como garantida a sua realização.

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