Depois de mais um exame, José Luís dá-nos conta de uma cidade diferente da que existia até à noite de segunda-feira. O incidente causou uma espécie de corte no tempo, mas as avaliações têm de continuar. “A vida vai para a frente, mas nota-se uma diferença na atitude das pessoas. Continuam a sair, até porque têm de trabalhar, mas não se vê a alegria, a boa disposição que tinham antes”, explica o jovem por telefone ao SAPO24.

José Luís Adrião, 21 anos, foi do Porto para Manchester, onde estuda. Preside à Sociedade de Estudantes Portugueses na Universidade de Manchester, onde na passada segunda-feira uma bomba tirou a vida a 22 pessoas e feriu 64, a maioria jovens, num concerto da americana Ariana Grande.

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“Está tudo a decorrer normalmente”, diz-nos. Nota “uma baixa enorme no fluxo” de alunos na universidade, agora em época de exames. É também por causa dos exames, que a Sociedade dos estudantes portugueses naquela universidade britânica está sem reunir, conta José Luís. Todavia, o presidente falou com o grupo de alunos portugueses e nenhum disse ter estado presente no concerto de segunda-feira. “Perto alguns, de certeza”.

A Universidade de Manchester, onde estudam muitos portugueses, está mesmo ao lado de tudo: “A universidade fica a dois quilómetros do Manchester Arena. Quando fizeram as rusgas às casas em nome de [Salman Abedi], foi ainda mais perto, as duas rusgas à casa onde cresceu e vivia encontravam-se a cinco minutos das residências universitárias”, conta José.

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A universidade terá disponibilizado apoio psicológico aos estudantes que dele precisem, tendo enviado um e-mail para a comunidade. “A universidade tem apoio psicológico, uma grande equipa, qualquer que seja o problema”, conta o estudante português ao SAPO24.

Para além disso, explica-nos José Luís, um membro da sociedade de estudantes portugueses disponibilizou já apoio gratuito aos alunos para quem tivesse estado no concerto. Todavia, José Luís Adrião diz não ter conhecimento de alunos portugueses que tivessem estado presentes naquela noite.

“Não vejo o normal de uma cidade”, diz. “Nota-se uma diferença muito grande”. “A associação de estudantes daquela universidade britânica recebeu uma queixa de que um “homem cuspira numa senhora muçulmana. Era alguém que já tinha essa agenda e aproveitou”, conta o estudante portuense.

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