Os jornalistas birmaneses Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 27, foram presos em dezembro do ano passado, estando acusados de revelar segredos oficiais. A pena por esse delito por ir até aos14 anos de prisão.

Os dois jornalistas estavam a investigar o assassínio de dez membros da minoria muçulmana rohingya por parte das forças de segurança da etnia rakain no norte do país.

"O desenlace desse caso dirá muito sobre o compromisso de Mianmar com o Estado de Direito e a liberdade de expressão", declarou a ativista e advogada britânica de origem libanesa.

O envolvimento da mulher de Clooney no caso ajuda também a chamar a atenção do mundo para o destino dos jornalistas detidos numa prisão em Yangun.

O ex-presidente americano Bill Clinton e o secretário-geral da ONU António Guterres são alguns dos nomes que já pediram ao governo birmanês que liberte os jornalistas.

Quase 700.000 muçulmanos de origem rohingya fugiram das suas aldeias para o Bangladesh desde agosto de 2017 devido à repressão dos militares birmaneses.

A comunidade internacional, sobretudo a ONU, tem exortado a líder do Governo birmanês, Aung San Suu Kyi, a terminar com as perseguições à minoria muçulmana, frequentemente descritas como uma “limpeza étnica”.

A Birmânia não reconhece a cidadania aos rohingya, que considera imigrantes bengalis, e sujeita-os a diferentes tipos de discriminação, incluindo restrições à liberdade de movimentos.

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