“Atualmente o número de mortos é de 90”, revelou, à agência AFP, Patrick Almonor, vice-presidente da Câmara da cidade onde ocorreu a tragédia, no norte do país.

Segundo a mesma fonte, o número continua a ser “parcial” devido ao estado considerado crítico de algumas das pessoas hospitalizadas com queimaduras.

O último balanço das autoridades, divulgado na quarta-feira, apontava 75 mortos, 47 feridos graves e 12 ligeiros.

A explosão ocorreu no final da noite de segunda-feira, segundo informou o primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, numa mensagem na rede social Twitter, citada pela agência de notícias Associated Press (AP).

O motorista do camião terá tentado evitar uma colisão com um mototáxi quando perdeu o controlo do veículo pesado e capotou.

Na sequência do acidente, “membros da população civil aproveitaram a oportunidade para recolher combustível enchendo recipientes improvisados, o que esteve na base de uma terrível explosão”, disse Jerry Chandler, diretor-geral da Proteção Civil haitiana.

Uma semana após a tragédia, que levou a ser decretado um luto nacional de três dias, será celebrado um funeral na catedral da cidade na terça-feira.

Apenas 25 caixões serão instalados na igreja, visto que a maioria das vítimas morreram instantaneamente e foram rapidamente enterradas numa vala comum em Cap-Haitien, tinha adiantado Patrick Almonor.

O Haiti tem sido flagelado por uma grave escassez de combustível devido a gangues que controlam parte da cadeia de abastecimento.

Nos últimos meses, os bandos armados aumentaram consideravelmente o seu poder na capital Port-au-Prince, controlando as estradas que conduzem aos três terminais petrolíferos do país.

Mais de uma dúzia de veículos de transporte de combustível foram desviados pelos bandos, que exigiram resgates elevados para a libertação dos condutores, causando grande descontentamento entre a população.

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