Segundo esta fonte, a prémio Nobel da Paz 1991, de 76 anos e colocada em prisão domiciliária em Naypyidaw na altura do golpe, “prestou ela mesma declarações ao tribunal” da junta militar no poder no país, em resposta às acusações de incitação à perturbação da ordem pública de que é alvo e das quais se declarou inocente em setembro.

Além dessas acusações, Suu Kyi é também perseguida judicialmente por uma série de infrações, como importação ilegal de walkie-talkies, violação das restrições relacionadas com a covid-19, sedição e corrupção, pelas quais poderá ser condenada a dezenas de anos de prisão.

O conteúdo do seu depoimento de hoje “não pode ser revelado” até que o tribunal autentique as suas declarações, precisou a mesma fonte, acrescentando que tal poderá acontecer na próxima semana.

A comunicação social foi proibida de assistir ao julgamento de Aung San Suu Kyi, que decorre à porta fechada num tribunal especial da capital, Naypyidaw.

O principal advogado da ex-líder birmanesa, Khin Maung Zaw, tinha anunciado em meados de outubro que deixara de ter o direito de falar à imprensa, aos diplomatas estrangeiros e às organizações internacionais, publicando na rede social Facebook uma ordem do regime militar nesse sentido.

O golpe militar de 01 de fevereiro pôs fim a um breve parêntesis democrático de uma década no país. Desde então, o exército leva a cabo uma repressão sangrenta dos opositores ao seu regime.

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