A CIM “quer garantias de que os serviços postais no território não vão sofrer mais alterações e continua a manifestar o seu total desacordo e preocupação com o processo de reestruturação da CTT Correios de Portugal, SA”, como expressou hoje, em comunicado.

“Neste sentido, vai solicitar uma audiência ao ministro responsável por esta área e avaliar junto da ANACOM, a entidade reguladora, esta matéria”, adianta a comunidade que representa nove municípios do distrito de Bragança.

A CIM Terras de Trás-os-Montes indica que “atualmente, coloca-se a possibilidade de a empresa reduzir as estações dos CTT, existentes em alguns dos concelhos do território, a meras lojas, cujo modelo pode passar pela concessão a privados ou protocolização com entidades públicas”.

“Os representantes desta Comunidade consideram que esta medida é lesiva dos interesses da população, coloca em causa a qualidade do serviço e não assegura os princípios mínimos de serviço público a que a empresa está obrigada”, defende.

Os municípios envolvidos temem que, “tal como aconteceu com os Centros de Distribuição Postal, a empresa se prepare para decidir unilateralmente, sem ter em conta as necessidades das populações e opinião dos autarcas”.

“Esta Comunidade quer ser ouvida no processo e entende que a concretização desta intenção vai contribuir para degradar ainda mais um serviço que, ao longo da vigência da concessão, tem vindo a apresentar fragilidades e deficiências crescentes”, sustenta.

Aquela entidade defende que “em causa está um serviço público de relevância para as populações e consequentemente para a qualidade de vida das mesmas e também o princípio da coesão territorial” e entende que “a concretização desta medida irá, certamente, contribuir para agravar o despovoamento e isolamento do território”.

A CIM Terras de Trás-os-Montes acrescenta que “continua empenhada na salvaguarda dos interesses do território, defendendo a manutenção dos serviços existentes na região e pugnando pelo desenvolvimento territorial”.

“Neste sentido, não pode aceitar o esvaziamento de um serviço considerado de vital importância”, sublinhou.

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