No Dia Europeu sem Carros, o líder da IL, João Cotrim Figueiredo, ficou preso “hora e meia na A1”, devido a um acidente que cortou o trânsito, e chegou com mais de meia hora de atraso ao ponto de partida, depois de ter perdido a arruada pela Avenida Duque d’Ávila em que deveria ter acompanhado Bruno Horta Soares, candidato à presidência da câmara.

“É irónico que tenhamos ficado imóveis no dia da mobilidade”, comentou Cotrim de Figueiredo, já depois perceber que o trajeto definido para a corrida entre autocarro e trotinete tinha de ser alterado, por falta de ligação direta de autocarro entre a Avenida António Augusto de Aguiar e o Estádio Universitário de Lisboa, um percurso de cerca de dois quilómetros em linha reta.

Após uma caminhada até à Avenida de Berna, onde se redefiniu a rota e se elegeu a Loja do Cidadão das Laranjeiras como novo destino - enquanto Bruno Horta Soares fazia de trotinete, por três vezes, o caminho de ida e volta à meta inicialmente prevista -, Cotrim de Figueiredo apanhou finalmente a carreira 726, às 18:47. “Não desanimes”, disse Horta Soares. “Já estou a arrependido”, ripostou o líder da IL.

“Há aqui uma componente de injustiça. Porque se tivesse escolhido, numa verdadeira corrida, nunca escolheria a Carris. […] A Carris nunca será o meio de transporte de superfície mais rápido. Tem muito a ver com o facto de que não tem verdadeiro incentivo para melhorar. Quer vá cheio ou vazio, quer preste bom ou mau serviço, recebe a mesma coisa”, sublinhou Cotrim de Figueiredo.

Desvalorizando o facto de viajar de pé, o presidente do partido notou que são sobretudo o tempo de espera e a frequência dos autocarros que “fazem diferença à vida das pessoas”, antes de se deter num exercício aritmético: “Se pensarmos que alguém pode estar meia hora a mais no transporte público, faz uma hora por dia, cinco horas por semana, 20 horas por mês… estamos a falar de cerca de 40 dias passados em transporte público por ano”.

Após 15 minutos de viagem sem mais contratempos do que a falta de ar condicionado, Cotrim Figueiredo criticou a forma como o sistema está montado e frisou que “ter muito mais agilidade implica concorrência e abertura e que não haja monopólio da Carris no transporte coletivo de superfície em Lisboa”.

No mesmo sentido, Bruno Horta Soares defendeu a primazia da escolha do cidadão e “a liberalização de transportes para não se colocar qualquer tipo de entraves ou monopólios na cidade”.

“Quando vemos a Carris com o monopólio no transporte publico coletivo, quando vemos a Gira a competir com outro tipo de mobilidade suave, queremos dizer ‘não’. Queremos mais operadores. […] Utilizámos um serviço de uma empresa privada. A implementação da infraestrutura, a implementação das plataformas pode caber a políticas publicas, a operação em cima dessas infraestruturas… Viemos quatro [pessoas] em duas ou três marcas”, completou o candidato da IL.

Nas eleições de domingo, além de Bruno Horta Soares, concorrem à Câmara de Lisboa o atual presidente, Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), João Ferreira (PCP), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

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