Em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, um dos principais bastiões da CDU, Jerónimo de Sousa fez a mais dura acusação ao PS e ao Governo desta campanha eleitoral. Para o dirigente comunista, entre o Governo e o PS já não é possível distinguir quem é quem.

Esta postura do PS, sustentou, é um total desrespeito pelas eleições autárquicas e “um abuso daquilo que são os meios do Estado”.

“O respeito pelas eleições e a vontade dos eleitores exige que seja garantida a neutralidade e imparcialidade dos órgãos de poder. As eleições são para as autarquias locais, para as câmaras e assembleia municipais, e para as freguesias. Deixem a população decidir com independência, não metam recursos públicos e o aparelho do Estado naquilo que não deve ser metido”, exigiu o secretário-geral do PCP, enquanto discursava durante uma das mais efusivas ações da campanha autárquica da CDU.

Jerónimo de Sousa fez uma distinção entre a CDU e os socialistas, “no Governo e no concelho”, considerando que os eleitos da coligação “não agitam os milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para levar ao engodo dos eleitores”.
Para o membro do Comité Central do PCP também é mais cada vez mais diluída a diferença entre o Governo liderado por António Costa, e os executivos de PSD e CDS-PP.

“À medida que a campanha se desenvolve, tem aumentado a arrogância do PS, com afirmações sobranceiras, num estilo que, por vezes, se aproxima dos tiques de má memória do PSD e CDS no Governo”, sustentou.

O problema é adensado quando os candidatos socialistas utilizam o PRR com finalidades eleitoralistas, considerou.

“É inaceitável essa mistura entre aparelho do Estado e aparelho partidário, em que candidatos do PS fazem anúncios de medidas ou decisões que o Governo se prepara para concretizar”, advertiu.
Jerónimo referiu ainda "o uso por parte dos candidatos do PS que exercem cargos de direção em centros de emprego e formação profissional, serviços de segurança social e outros, para prometer apoios, empregos e o que demais possa condicionar a livre opção dos eleitores”, considerando tal conduta "inaceitável".

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