Nas eleições autárquicas de 1 de outubro de 2017, Isaltino Morais foi um dos três autarcas que conseguiu regressar à presidência de uma autarquia que já tinha dirigido durante três ou mais mandatos. Além de Isaltino em Oeiras, regressaram José Maltez à Golegã e Luís Pita Ameixa a Ferreira do Alentejo.

O autarca presidiu à Câmara Municipal de Oeiras pelo PSD entre 1985 e 2002, ano em que abandonou o cargo para assumir funções de ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente do XV Governo Constitucional, chefiado por Durão Barroso e, já sem o apoio social-democrata, foi reeleito em 2005 e em 2009.

O mandato de mais de 20 anos foi interrompido em 2013 para cumprir uma pena de prisão.

Em 2017, foi eleito presidente do concelho, com maioria absoluta, pelo movimento Inovar, Oeiras de Volta.

Enquanto cumpria pena por fraude fiscal e branqueamento de capitais, o seu ‘vice’, Paulo Vistas, tomou posse como presidente e foi eleito, em 2013, pelo movimento “Isaltino, Oeiras Mais À Frente”. No entanto, os dois afastaram-se e, em 2017, concorreram em separado.

Isaltino Morais foi o cabeça de lista pelo movimento Inovar, Oeiras de Volta e derrotou o seu antigo ‘número 2’, Paulo Vistas.

Em dezembro de 2017, a Câmara Municipal de Oeiras aprovou o Orçamento Municipal para 2018, que estabelecia como linhas prioritárias a Educação, Intervenção Social, Habitação, Ambiente, Empresas e Emprego, na ordem dos 151,3 milhões de euros.

À data da aprovação, Isaltino Morais afirmava tratar-se de uma política fiscal "impulsionadora das atividades económicas locais, com maior atratividade para as empresas que se fixem no concelho, produzindo forte impacto no aumento da empregabilidade".

Na área da habitação, à data da atribuição de mais quatro apartamentos para o programa de habitação jovem, em junho, o executivo informava que existiam no concelho 156 apartamentos destinados a arrendamento jovem, estando 48 reabilitados, 21 em obra, 41 em fase de concurso e 46 em fase de projeto.

Em junho, a autarquia anunciou um investimento na ordem dos 400 milhões até 2026, prometendo baixar os impostos e atrair mais empresas para o concelho. A multinacional tecnológica Google anunciou, em janeiro, a instalação em Oeiras de uma unidade para formação e desenvolvimento do sistema operativo Android.

De acordo com o vice-presidente para os assuntos globais da Google, Kent Walker, o projeto piloto do novo centro português da Google, em Oeiras, vai arrancar no final deste ano, através de um concurso aberto para o preenchimento de mil vagas destinadas a formação e posterior desenvolvimento de produtos tecnológicos no sistema operativo Android.

Na área da educação, em setembro o executivo anunciou um investimento na ordem dos 13 milhões de euros para reabilitar todas as escolas do 1.º ciclo, jardins-de-infância, básicas integradas, EB2+3 e secundárias do município.

O investimento de 13 milhões de euros para os próximos anos será resultado de um plano com o Ministério da Educação. Dos 13 milhões de euros, 25% serão comparticipados pela câmara municipal, num total de 3,8 milhões de euros, para investimento nas escolas básicas integradas, EB2+3 e secundárias e, em paralelo, o executivo irá ainda investir 9,5 milhões de euros para reabilitação dos jardins-de-infância e escolas do 1.º ciclo do município.

A agência Lusa tentou contactar a autarquia de Oeiras para fazer o balanço do primeiro ano de mandato, mas esta não se mostrou disponível uma vez que o executivo “cumpre um ano a 21 de outubro, dia em que tomou posse”.

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