“O PS [Madeira] quer as coligações, mas quer estar à frente, quer tudo o que são lugares e poder, e nós, partidos mais pequenos, muitas vezes temos de levar o PS num andor, o que no nosso entender é um erro”, afirma Roberto Vieira à agência Lusa.

Com 45 anos, Roberto Paulo Ferreira Vieira, que já se candidatou à presidência da autarquia do Funchal em 2009 e foi deputado na Assembleia Legislativa da Madeira (2010-2015), encabeça a lista própria que o MPT vai apresentar às eleições autárquicas de 01 de outubro.

O professor do 1.º ciclo do ensino básico, ligado ao Centro de Reabilitação da Sagrada Família, atesta que o MPT “estará com a Mudança [coligação que governa o município, apoiada inicialmente por PS, MPT, PND, BE, PAN e PTP] até ao fim do mandato”.

O partido faz questão de honrar o compromisso assumido, mas sempre “com liberdade e votando em consciência”, o que pode implicar, sublinha, votar contra medidas com as quais discorde.

A candidatura individual está relacionada “com o facto de abrirem o leque a outras forças com as quais o MPT não se identifica”, nomeadamente “extremos à direita ou à esquerda”.

Segundo Roberto Vieira, o partido “não se identifica com o que o líder nacional do MPT apelidou de partidos fantasmas, cujas estruturas hoje estão postas em causa”.

Outra das razões para a apresentação de uma candidatura própria são “as exigências que o PS tem normalmente nas coligações”.

“Nós refletimos, pensamos que uma coligação tem de ser feita pensando em todos os partidos, de forma democrática, não nos lugares”, afirma, defendendo que estas forças também “devem ter alguma representatividade, senão não faz sentido a coligação”.

“Não podemos estar aqui no fundo a ser o tapete do PS”, declara.

Quanto aos objetivos da candidatura, admite que “não é ganhar a câmara”, porque o partido está consciente da sua pequena dimensão e “já não acredita no Pai Natal”.

“A ideia é trabalhar para tentar eleger um vereador e deputados municipais e representantes nas juntas”, indicou.

Roberto Vieira refere que a aposta vai continuar a ser no contacto porta a porta, percorrendo os becos, veredas nas zonas altas, como tem acontecido “nos últimos quatro anos”

O candidato salienta a vertente ambientalista e humanista do MPT, assegurando que vão continuar a ser as ‘bandeiras’ do partido no Funchal.

“Na parte ambientalista temos muita coisa que pode ser ainda feita no concelho”, vinca, adiantando que há ainda muito trabalho “na área do humanismo”, tendo em conta o aumento da pobreza e do número de sem-abrigo, em todas as freguesias.

Segundo Roberto Vieira, este é “um combate que não está a ser feito nem pelo Governo Regional, nem pela atual Câmara do Funchal”.

Ajudar as pessoas socialmente afastadas e mais desfavorecidas e legalizar as habitações que possam ser legalizadas são outras prioridades da candidatura.

O MPT tem na Madeira cerca de 250 militantes.

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