As autoridades afirmaram à CNN que Malik fez a publicação numa conta com um nome diferente do seu, não revelando, contudo, se a publicação foi feita via computador ou telemóvel.

14 pessoas morreram e 21 ficaram feridas no ataque que ainda provoca ondas de choque nos Estados Unidos e no mundo. Nesta quarta-feira, Tashfeen Malik (que entrou nos EUA no ano passado com passaporte do Paquistão) e o seu marido, Syed Farook (nascido nos EUA) atacaram uma organização sem fins lucrativos do condado de San Bernardino, Califórnia. O casal estava armado com duas espingardas de assalto de calibre .223 (semelhantes a uma AK-47) e duas pistolas semi-automáticas. Malik e Farook foram mortos durante uma troca de tiros com a polícia.

As autoridades tentam agora compreender os motivos que levaram ao ataque e a hipótese de terrorismo ainda não foi confirmada, mas começa a ganhar peso com este novo dado na investigação. No entanto, os investigadores sublinham que o facto de Malik ter feito um anúncio no Facebook não comprova que o ataque tenha sido ordenado pelo EI. Ainda não há nenhuma mensagem de reivindicação por parte da organização, algo que já aconteceu em atentados recentes.

Publicar mensagens de fidelidade ao EI nas redes sociais é algo feito por outros terroristas antes de cometeram ataques. Aconteceu com o francês Amedy Coulibaly, um dos atiradores que atacou o jornal Charlie Hebdo em janeiro. Coulibaly deixou um vídeo em que presta lealdade "ao califa dos muçulmanos, Abu Bakr al-Baghdadi". Já em maio os norte-americanos Elton Simpson e Nadir Soofi também juraram lealdade ao EI, antes de executarem um ataque a um concurso de caricaturas de Maomé, no Texas, que foi travado pela polícia.

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