Polícias federais encontraram essas munições durante as buscas na casa do suspeito, que mora no município de San Martín, localizado na capital argentina.

Os agentes já haviam realizado outra intervenção numa casa relacionada ao detido, no bairro de Villa del Parque, em Buenos Aires.

Na noite de quinta-feira, o suspeito foi detido após apontar uma arma para o vice-Presidente e atirar duas vezes, mas a pistola acabou por falhar, no momento em que Cristina Kirchner chegava à casa, onde apoiantes a esperavam.

Após o ataque, o Presidente da Argentina, Alberto Fernández, fez uma comunicação em rede nacional para repudiar o facto e decretar feriado no dia de hoje, para que os cidadãos pudessem se expressar contra a violência nas ruas.

O Presidente da Argentina afirmou que a vice-Presidente foi alvo de uma tentativa de assassínio, que só falhou porque a arma de fogo não disparou.

O homem, prontamente detido, “apontou-lhe uma arma de fogo à cabeça e puxou o gatilho”, disse o Presidente, na emissão nacional.

O detido, um homem de 35 anos e de nacionalidade brasileira, não possui antecedentes criminais no seu país de origem, segundo o Ministério da Segurança argentino.

A arma apreendida ao suspeito é uma pistola automática Bersa calibre 32, que, na sua base, tem um número parcial de 250, própria para disparo, segundo as mesmas fontes.

A juíza responsável pela investigação, María Eugenia Capuchetti, visitou hoje a casa da vice-Presidente na sexta-feira para tomar o seu depoimento.

Alberto Fernández também esteve hoje na casa de Cristina Kirchner, como um gesto de apoio após o ataque sofrido pela vice-Presidente na quinta-feira.

Fernández também liderou uma reunião do governo para examinar “o estado de agitação social” após o ataque e, por meio de um comunicado, pediu a mobilização de todos os cidadãos.

Os apoiantes da vice-Presidente têm-se reunido nas ruas em torno da sua casa desde a semana passada, após um procurador pedir uma pena de 12 anos para Kirchner num caso de alegada corrupção relacionado com obras públicas.

As tensões têm vindo a aumentar no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, desde o fim de semana, quando apoiantes da vice-Presidente entraram em confrontos com a polícia nas ruas que circundam o seu apartamento, após as forças de segurança terem tentado desmobilizar os manifestantes.

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