Os suspeitos são acusados de envolvimento em irregularidades nos exames de admissão ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que beneficiaram simpatizantes do movimento do predicador Fethullah Gülen, precisou o procurador em comunicado.

Pelo menos 78 pessoas foram detidas na manhã de hoje, no âmbito de uma vasta operação desencadeada em todo o país, acrescentou.

Fonte judicial precisou à agência noticiosa AFP que 14 das 249 pessoas procuradas ainda permanecem no seu cargo, mas as restantes foram demitidas no âmbito das purgas desencadeadas após o falhanço do golpe.

Gülen, instalado nos Estados Unidos há 20 anos, é acusado pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan de ter infiltrado as instituições do Estado turco durante vários anos, com o objetivo de derrubar o regime.

Ancara acusa-o de ter organizado a tentativa de golpe de Estado de julho de 2016, uma alegação que Gülen tem desmentido.

Após o fracasso do golpe, as autoridades turcas desencadearam uma perseguição sem tréguas aos seus apoiantes e promoveram purgas de uma amplitude sem precedentes na história moderna do país. Cerca de 55.000 pessoas foram presas e mais de 140.000 despedidas ou suspensas.

Cerca de três anos após o golpe militar falhado, prosseguem as vagas de detenções.

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