Numa nota divulgada no 'site' da instituição, o Governador e os membros do Conselho de Administração do Banco de Portugal lembram o antigo Presidente da República como "uma figura central da democracia portuguesa" e "um defensor incansável da liberdade", tanto "na oposição à ditadura como na construção do regime democrático após o 25 de Abril".

Os responsáveis recordam os cargos ocupados por Mário Soares sob a atual Constituição, como Presidente da República e primeiro-ministro, e o "papel fundamental" no quadro da sua ação política, nomeadamente "na adesão de Portugal ao projeto europeu e na defesa dos seus ideais".

"Por tudo isto, o seu contributo para o desenvolvimento político, social e económico do país foi determinante", lê-se na nota.

Além disso, a instituição sublinha ter tido "o privilégio de manter com o doutor Mário Soares uma estreita colaboração, quando em 1998 aceitou presidir à comissão nomeada para estudar a questão do ouro recebido da Alemanha durante a II Guerra Mundial".

Os responsáveis do supervisor bancário expressam "à família do Dr. Mário Soares o seu mais profundo pesar", neste "momento de perda e de consternação".

Mário Soares morreu no sábado, em Lisboa, e o Governo decretou três dias de luto nacional, entre hoje e quarta-feira.

O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de hoje.

O funeral de Estado, o primeiro desde o 25 de Abril, realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, e contará com as presenças dos Presidentes do Brasil e de Cabo Verde, além de outras personalidades internacionais, como o presidente do Parlamento Europeu.

Nascido a 7 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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