O grupo resgatado, que inclui quatro mulheres e dois menores, foi levado para o centro de acolhimento de migrantes de Lampedusa.

O centro estava vazio desde sexta-feira, já que o último desembarque de migrantes em Lampedusa aconteceu há cinco dias, em 22 de novembro.

Nesse dia, um naufrágio já ocorrido nas águas da ilha siciliana causou a morte de uma mulher de 26 anos da Costa do Marfim. As restantes 46 pessoas que estavam a bordo da embarcação que naufragou — provenientes de países da África Subsariana como Mali e Costa do Marfim – foram resgatadas e levadas para o porto de Lampedusa.

Este naufrágio aconteceu pouco mais de 24 horas depois de um outro, em que um barco que transportava 51 pessoas se afundou ao largo de Capo Ponente, provocando a morte de uma menina de dois anos e o desaparecimento de outras oito pessoas.

A chegada dos 46 sobreviventes do naufrágio de 22 de novembro elevou para 483 o número de migrantes e refugiados que chegaram à ilha em nove desembarques separados.

A estas somaram-se ainda 88 pessoas da Costa do Marfim, Camarões, Burkina Faso, Mali, Serra Leoa e Gâmbia, que foram retiradas de dois barcos que transportavam, respetivamente, 39 e 49 pessoas.

Na manhã da passada quarta-feira, 1.283 pessoas estavam no centro de acolhimento de Lampedusa, incluindo 103 menores não acompanhados. Estes migrantes em situação irregular foram, entretanto, transferidos para outras regiões.

Lampedusa é, muitas vezes, o primeiro porto de escala para migrantes e refugiados que tentam chegar à Europa através de embarcações precárias que zarpam do norte de África.

A ilha tem estado no centro das atenções internacionais nos últimos meses devido ao grande aumento no número de barcos com migrantes que ali desembarcam.

Itália é abrangida pela chamada rota do Mediterrâneo Central, uma das rotas migratórias mais mortais, que sai da Líbia, Argélia e da Tunísia em direção à Europa, em particular à ilha de Lampedusa.

Desde o início do ano e até há uma semana, chegaram a Itália 150.777 migrantes e refugiados por via marítima, um aumento de 60% em relação ao mesmo período de 2022, de acordo com dados do Ministério do Interior italiano. Deste total, cerca de 70% desembarcaram em Lampedusa.

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