Mais de 56 mil médicos são chamados a votar nas eleições que hoje decorrem, segundo informação oficial fornecida à agência Lusa pela Ordem.

Na sua proposta de candidatura, Miguel Guimarães assume que defenderá a “relação médico-doente” como candidata a património cultural imaterial da Humanidade e compromete-se a que seja aplicado o regulamento que define os tempos padrão das várias consultas médias (intervalos de tempo entre marcação de consultas, quer no público quer no privado).

O bastonário propõe também defender a redução faseada das listas de utentes por médico de família e diminuir a “excessiva carga burocrática e as tarefas administrativas atribuídas aos médicos”.

Outra das propostas passa por exigir ao Ministério da Saúde a integração das várias aplicações informáticas, simplificando processos, e o investimento em equipamentos.

Em entrevista à agência Lusa no passado fim de semana, Miguel Guimarães indicou como principal prioridade de um novo mandato a recuperação da dignidade dos médicos e a restituição da ideia de que vale a pena trabalhar no Serviço Nacional de Saúde.

Nas eleições para a Ordem dos Médicos serão escolhidos, além do bastonário, os órgãos regionais do Norte, Centro e Sul.

Para os órgãos das regiões do Centro e do Sul são apresentadas apenas uma lista em cada um dos casos. Para presidente do Conselho Regional do Centro, Carlos Cortes assume a recandidatura, o mesmo se passando com o Conselho Regional do Norte, com a recandidatura de António Araújo.

No Conselho Regional do Sul surgem duas listas candidatas: a lista A, encabeçada por Paulo Valejo Coelho, e a lista M, do atual presidente Alexandre Valentim Lourenço, que se recandidata.

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