“O Bloco de Esquerda manifesta a sua solidariedade com o povo boliviano e com o presidente realmente deposto, condena o golpe e exige o regresso à ordem constitucional e ao quadro democrático”, defendeu o partido, em comunicado enviado à imprensa.

Para o BE, tratou-se de um “golpe militar na Bolívia onde o Exército impôs a demissão ao presidente Evo Morales e ao vice-presidente Liñera.”.

Os bloquistas caracterizaram a intervenção dos militares na Bolívia como uma “intervenção golpista” e “à margem do regime constitucional”.

O partido deixou ainda um apelo ao governo português, esperando que este “se distancie das autoridades golpistas, fortalecendo as posições democráticas”.

A Bolívia sofre uma grave crise desde a proclamação de Evo Morales como Presidente para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 20 de outubro, marcadas por suspeitas de fraude eleitoral, denunciada pela oposição e movimentos da sociedade civil.

Os confrontos entre apoiantes e opositores do Presidente da Bolívia desde o dia seguinte às eleições causaram pelo menos três mortos e 384 feridos, segundo dados da Provedoria da Bolívia.

Na última madrugada, Evo Morales, que renunciou após perder o apoio das forças armadas e da polícia, disse que foi emitido contra si "um mandado de detenção ilegal" e que grupos violentos invadiram a sua casa.

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