"Acho que foi um bom dia para a democracia e acho que foi um bom dia para os Estados Unidos", disse Biden numa conferência de imprensa na Casa Branca, referindo-se às eleições intercalares norte-americanas que decorreram na terça-feira.

"As pessoas dos Estados Unidos da América falaram e deram um teste positivo pela democracia", congratulou o presidente em relação aos resultados.

Joe Biden deu um discurso bastante otimista naquela que foi "a melhor noite para a eleição de governadores desde 1986", disse.

Ao contrário do que algumas sondagens e analistas previam, não se registou nenhuma "onda vermelha", disse o Presidente norte-americano.

"As pessoas tiveram consciência, apesar das dificuldades, da segurança que é necessária neste país - como o controlo de armas".

O presidente norte-americano reconheceu muitas das preocupações que antecediam a ida às urnas, na terça-feira, sabendo que a sua popularidade não estava muito alta, e lembrou  que assumiu a presidência em circunstâncias muito dificéis.

"Os eleitores também demonstraram que estão frustrados e eu percebo isso. Quando cheguei ao cargo, herdei um pais em plena pandemia. Com o caos na vacinação e as quarentenas. Estamos a recomeçar e por isso precisamos de tempo", pediu Joe Biden.

"Lembro que há investimentos a caminho que vão criar postos de trabalho", prometeu.

"Apesar da guerra de Putin, estamos a lidar bem com a inflação. Sobre a pandemia, desde que cheguei à presidência, criei 10 milhões de postos de trabalho. As pessoas estão frustadas por não conseguirem ultrapassar as dificuldades do dia a dia, mas acredito que vamos ultrapassar tudo isso".

Ao fazer uma primeira análise aos resultados das intercalares, que ainda não estão totalmente fechados, Joe Biden conclui que grande maioria dos norte-americanos concorda com as medidas que tomou. "Temos de nos manter firmes", apelou.

"Revitalizámos a indústria que graças ao Congresso, conseguimos viabilizar muitas políticas. Espero continuar a trabalhar em conjunto com os republicanos para fazermos frente à ameaça russa. Vou convidar os lideres republicanos à Casa Branca para acertarmos a segurança nacional dos Estados Unidos", prometeu.

No que diz respeito às grandes fortunas, Biden diz "garantir que cada pessoa que ganhe muito dinheiro, pague os impostos que são devidos".

E apelou ao apaziguamento das hostilidades políticas, "não queremos viver numa batalha política permanente, ninguém quer e não é possível viver assim. Estou muito otimista face ao futuro da América. Estamos a conseguir aguentar a crise mundial e vamos ultrapassa-la", disse o presidente norte-americano. "Não há nada que supere a nossa capacidade", concluiu.

Uma perda eleitoral certamente teria levantado questões sobre se Biden deveria ou não concorrer novamente em 2024, mas em vez disso acabou por se sair melhor do que os dois antecessores democratas, Barack Obama e Bill Clinton, que sofreram nas intercalares enquanto presidentes.

Sobre a questão levantada pelos jornalistas presentes se iria candidatar-se a novo mandato, Biden disse que mantém a "intenção de correr novamente", mas que só dará a certeza "no início do próximo ano."

(notícia atualizada às 22h16)

*Com Lusa e AFP

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.