A diretora do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Baixo Vouga apresentou a sua demissão ao conselho de administração e 40 outros médicos da urgência solidarizaram-se com a diretora, que terá alegado falta de condições de segurança e de qualidade no atendimento.

O Bloco de Esquerda considera “ser da maior importância” que o Parlamento, através da Comissão de Saúde, ouça a diretora do Serviço de Urgência demissionária, assim como o conselho de administração do CHBV.

“É preciso perceber quais são as reais condições na Urgência deste centro hospitalar, em particular na Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital de Aveiro, e quais as medidas reivindicadas pelos profissionais de saúde, de forma a melhorar o atendimento aos utentes”, justifica o BE.

Tendo em conta algumas das medidas reivindicadas pelos profissionais de saúde e pela diretora, o Bloco quer ver esclarecido se “não estão a ser internados todos os doentes que o serviço de urgência indica para internamento, e por que razão não estão a ser feitos esses internamentos”.

Quer igualmente que sejam dados esclarecimentos “se existe ou não sempre um chefe de equipa designado e, se não, por que razão não existe a designação desse chefe de equipa”, bem como “que regras internas estabelecidas não estão a ser respeitadas”.

Já depois de ter apresentado o seu pedido de demissão, a diretora do Serviço de Urgência reuniu com a administração do CHBV, tendo-lhe sido pedida uma lista de medidas necessárias para se manter no cargo.

Algumas dessas medidas passam pela “a possibilidade de enviar, sempre que entender, doentes para internamento, ter sempre um chefe de equipa e haver respeito pelas normas internas que estabeleceu, tudo para melhorar as condições de trabalho e defender os doentes”, sendo esses aspetos que o BE quer ver clarificados.

O pedido de demissão da diretora do Serviço de Urgência do CHBV, que estava há seis anos no cargo, foi apresentado no início deste mês.

Inicialmente, a diretora avisou que estaria em funções até à passada segunda-feira, mas, após a reunião com a administração do CHBV, "aceitou ficar em funções interinamente até 13 de outubro", disse à Lusa fonte hospitalar.

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