Um incêndio que deflagrou num abrigo para refugiados ucranianos no nordeste da Alemanha, a 19 de outubro, foi iniciado por um dos bombeiros que mais tarde ajudou a extingui-lo, conta o The Guardian.

As autoridades do estado de Mecklenburg-Vorpommern prenderam o homem de 32 anos, membro dos serviços voluntários e profissionais de combate a incêndios desde a sua juventude. Até agora, negou as acusações e permanece em prisão preventiva.

Uma suástica na placa da Cruz Vermelha no exterior do abrigo, dois dias antes do incêndio, levou depois alguns a especular sobre um motivo político para o ataque incendiário, que causou danos no valor de milhões de euros. Nenhum dos 17 habitantes ficou ferido.

Na quarta-feira, os investigadores disseram acreditar que o incêndio no abrigo tinha sido uma de 19 tentativas de fogo posto na área a leste da cidade portuária de Wismar.

Segundo as autoridades, "o ato criminoso em Groß Strömkendorf fez parte de uma série de incêndios", mas "não foram encontradas pistas que apontem para um ato de motivação política".

O suspeito, tal como todos os bombeiros envolvidos na extinção do incêndio, foi interrogado pela polícia nos dias após o sucedido. Inconsistências entre as suas respostas e as de outros alertaram os investigadores, que encontraram testemunhas para provar que o homem tinha visitado quatro dos locais que foram alvo de tentativas de fogo posto.

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