O Booking.com, um dos maiores sites mundiais de reservas de hotéis e alojamento para férias, com sede na Holanda, “falhou ao aplicar o imposto sobre a intermediação do aluguer de casas particulares e quartos de hóspedes”, afirmou a autoridade fiscal italiana em comunicado.

A investigação, que abrangeu os anos de 2013 a 2019, “revelou uma evasão fiscal em grande escala, de mais de 150 milhões de euros no pagamento do IVA”, prosseguiu.

Nesse período, a plataforma de reservas arrecadou 700 milhões de euros em comissões na Itália, sobre as quais deveria ter declarado e pago mais de 153 milhões de euros de IVA (imposto sobre valor acrescentado), segundo as autoridades fiscais italiana.

O site confirmou ter recebido o relatório da auditoria da polícia fiscal e comprometeu-se a cooperar plenamente com as autoridades fiscais italianas”.

“Em conformidade com a legislação europeia aplicável sobre o IVA, entendemos que todos os nossos homólogos na União Europeia, incluindo a Itália, são responsáveis por avaliar o IVA local e comunicá-lo aos governos respetivos”, disse à AFP um porta-voz da autoridade fiscal.

A plataforma Booking.com alegou na época que os impostos reclamados pelas autoridades fiscais francesas haviam sido pagos na Holanda, onde está localizada a sua sede, país que introduziu um imposto sobre as empresas muito menos pesado do que na França.

Criada na Holanda em 1996, a Booking.com, filial da American Booking Holdings (ex-Priceline Group) desde 2005, já havia sido alvo de uma auditoria por causa das suas atividades em França entre 2003 e 2012, tendo sido notificada no final de 2015 em relação a um desvio fiscal de 356 milhões de euros.

A plataforma Booking.com alegou então que os impostos reclamados pelas autoridades fiscais francesas haviam sido pagos na Holanda, onde sua sede está localizada e que introduziu um imposto sobre as sociedades muito menos pesado do que o da França.

No início de junho, a plataforma anunciou que iria reembolsar o Governo holandês por 60 milhões de euros em ajudas recebidas durante a pandemia de covid-19, o que aconteceu depois de fortes protestos causados pelo pagamento de bónus aos seus administradores, no montante de 28 milhões de euros.

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