Boris Johnson, o 14.º primeiro-ministro do reinado de Isabel II, foi empossado numa breve audiência no palácio de Buckingham, após a qual foi conduzido para a residência oficial, em Downing Street, onde fez uma declaração antes de começar a formar o governo.

No discurso à nação esta tarde, em Londres, Boris Johnson disse que o povo será a sua polícia, adiantando medidas para melhorar os sistema de segurança social e saúde. Johnson falava já depois de ter sido indigitado pela rainha, prometendo aos britânicos que "chegou a altura de mudar este país para melhor".

"O meu trabalho é servir-vos", disse o agora primeiro-ministro. Johnson frisou ainda os valores patrióticos da Union Jack, a bandeira do Reino Unido, que "representa a liberdade, liberdade de expressão... a lei e acima de tudo a democracia. É por isso que vamos sair da União Europeia a 31 de outubro.

Não descartando a possibilidade de um acordo de saída com Bruxelas, Johnson diz que ainda assim o "senso comum" obriga a que se prepare também o cenário para uma saída sem acordo.

Mas o acordo, disse, "vai maximizar as oportunidades do 'Brexit'", ao mesmo tempo que "vai permitir desenvolver uma nova e excitante parceria com o resto da Europa, baseada no livre comércio e no apoio mútuo".

créditos: EPA/VICKIE FLORES

Antes, a chegada de Johnson ao palácio de Buckingham foi perturbada por manifestantes contra as alterações climáticas, que se atravessaram na estrada para tentar impedir a passagem do carro, e no exterior do palácio estavam ativistas em defesa de um novo referendo ao ‘Brexit’, mas a polícia conseguiu evitar distúrbios.

Em frente àquela que é agora a sua residência oficial, o novo primeiro-ministro do governo britânico agradeceu a "força e paciência" da antecessora, Theresa May. Destacou ainda "todos os seus esforços".

Nas palavras de homenagem à resiliência e paciência da antecessora Theresa May, criticou os pessimistas, dentro e fora do país, que pensam que, "após três anos de indecisão” o país “se tornou prisioneiro" e que é incapaz de sair da União Europeia.

"Vamos restaurar a confiança na nossa democracia e vamos cumprir as promessas repetidas do Parlamento às pessoas e sair da União Europeia a 31 de outubro, sem mas nem meio mas", vincou.

Sucessora de David Cameron, que se demitiu após o referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) em 2016, Theresa May esteve em funções durante três anos, mas em maio anunciou a decisão de renunciar devido à dificuldade em completar o processo do ‘Brexit'.

Hoje, no último debate semanal com os deputados, recebeu sobretudo elogios de deputados de ambos os lados da Câmara dos Comuns, que louvaram o seu sentido de dever, dedicação ao serviço público, integridade e resiliência, e recebeu uma ovação no final, incluindo de alguns deputados da oposição.

À saída de Downing Street, May vincou que "a prioridade imediata é completar a saída da União Europeia de uma forma que funcione para todo o Reino Unido" e acrescentou que, implementado com sucesso, o ‘Brexit’ pode significar "um novo começo” para o país, “uma renovação nacional” que pode fazer ultrapassar “o tempo atual para o brilhante futuro o povo britânico merece".

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