“É absolutamente notável e maravilhoso ver como demonstraram vontade de confiar um no outro e deixar as divergências para trás”, afirmou, perante os jornalistas em Stormont Castle, sede da assembleia regional autónoma.

A assembleia da Irlanda do Norte reuniu-se no sábado pela primeira vez em três anos graças ao apoio do Partido Democrático Unionista (DUP) e do Sinn Féin, os principais partidos políticos das respetivas comunidades, unionista protestante e nacionalista católica, respetivamente, a um acordo de governo britânico.

Johnson pediu ao novo executivo – chefiado pela líder do DUP, Arlene Foster, e com a líder do Sinn Féin na Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, como número dois – para “mostrar liderança” e um “futuro brilhante”.

Durante a visita, o primeiro-ministro britânico encontrou-se com o homólogo irlandês, Leo Varadkar, que também participou nas negociações.

No acordo, embora o texto não o especifique, está o compromisso do governo britânico de injetar uma quantia significativa de dinheiro na região, cujos serviços públicos foram prejudicados por três anos de inatividade política, embora Johnson não tenha confirmado o valor de 2.000 milhões de libras (cerca de 2,3 mil milhões de euros) sugeridos na comunicação social.

“Não se trata apenas de dinheiro, mas de demonstrar liderança e de oferecer os serviços públicos necessários”, disse.

Um escândalo político-financeiro derrubou a coligação anterior do governo em janeiro de 2017, desencadeando eleições, após as quais DUP e Sinn Féin não se conseguiram entender para formar um executivo.

Nos termos do acordo de paz de 1998, que pôs fim ao conflito sectário que causou mais de 3.500 mortos em 30 anos, o poder na Irlanda do Norte deve partilhado entre os dois principais partidos políticos representativos das comunidades ‘unionista’ [que defende a permanência no Reino Unido e sob a coroa britânica] e nacionalista [que quer a reunificação com a Irlanda numa república], respetivamente o DUP e o Sinn Féin.

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