A prova deste ano, que deveria ocorrer presencialmente nos dias 01 e 08 de novembro e em formato digital em 11 e 18 de outubro, foi agora marcada para o início do próximo ano, devido à pressão feita por estudantes e parlamentares.

Os testes presenciais decorrerão agora ocorrer em 17 e 24 de janeiro, para 5,7 milhões de estudantes inscritos, e a prova digital está programada para 31 de janeiro e 7 de fevereiro, para 96 mil alunos.

Os testes serão repetidos em 24 e 25 de fevereiro, para todas as pessoas afetadas por eventuais imprevistos.

Contudo, um questionário feito a alunos brasileiros por parte do Ministério da Educação brasileiro – que se encontra sem ministro desde o final de junho – indicou que os estudantes preferiam maio como o mês ideal para a realização da prova.

Na tarde de quarta-feira, o secretário executivo do Ministério da Educação, Antonio Vogel, que atua interinamente como ministro, afirmou que a escolha da nova data levou em conta questões técnicas, ouvindo secretarias estaduais de educação e instituições de ensino superior privadas e públicas.

“Não é uma decisão perfeita e maravilhosa para todos. Então, procuramos uma solução técnica, tentando ver a data que melhor se adequa para todos”, indicou Vogel, em conferência de imprensa.

“Se deixássemos para maio do ano que vem, as entradas [nas faculdades] aconteceriam apenas no segundo semestre do próximo ano”, justificou ainda o ministro interino.

O ENEM é uma avaliação multidisciplinar usada em processos de seleção de estudantes que pretendem entrar em universidades públicas e privadas do Brasil, e que também é aceite por instituições de ensino superior de Portugal, como a Universidade de Coimbra.

No final de maio, o executivo brasileiro já tinha indicado que adiaria a prova devido à pandemia, logo após o Senado ter votado pela alteração da data.

Devido à pandemia de covid-19, escolas estão fechadas em todo o território brasileiro, o que impossibilita que crianças e jovens mais desfavorecidos acompanhem virtualmente as aulas, porque, em muitos casos, não têm acesso a internet ou computador.

Dessa forma, muitos estudantes brasileiros, assim como entidades ligadas à educação, acreditam que a prova acabaria por ser injusta neste momento de pandemia, visto que os alunos com mais rendimentos teriam acesso a mais meios para estudarem e se prepararem para o exame de acesso ao ensino superior.

O Brasil totaliza 1.713.160 milhões de infetados e 67.964 óbitos devido à covid-19, informou na quarta-feira o Ministério da Saúde.

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