"Tendo em conta o atual contexto pandémico e devido às restrições de saúde pública que ainda se mantêm, é com particular tristeza que a Câmara Municipal de Lisboa informa que não será possível realizar este ano o Concurso das Marchas Populares que habitualmente decorre no mês de junho", lê-se na nota.

No comunicado enviado às redações, a autarquia diz estar ciente "do impacto não apenas económico, mas também social e emocional, nas famílias e comunidades diretamente envolvidas, que provoca a não realização deste momento ímpar na vida cultural da cidade".

Apesar da não realização do concurso, "e não sendo possível compensar a sua falta em todas estas dimensões", a CML atribui  "a cada entidade organizadora das Marchas o valor correspondente a metade do subsídio habitual", isto é, 15 mil euros.

Este é o segundo ano em que não se vai festejar a noite de Santo António, em Lisboa, devido à pandemia.

Porto e Gaia estudam minifeiras populares para compensar ausência das festas

A Câmara de Gaia revelou esta segunda-feira que está a ser estudada, por este município e pelo vizinho Porto, a criação de espaços para “mini feiras populares”, compensando a ausência das festas de São João e São Pedro.

A revelação foi feita pelo presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, durante a reunião camarária daquela tarde, altura em que o autarca referiu “parece claro neste momento que [devido à pandemia da covid-19] não haverá autorização para as nossas festas populares [como o São João e o São Pedro]”.

“Também não serão possíveis atuações festivas que possam levar a ajuntamentos como concertos e fogos de artificio, mas Gaia e Porto estão a estudar um programa de localização de minifeiras populares em espaços públicos vedados”, acrescentou.

Naqueles espaços, serão autorizados equipamentos de diversão, carrosséis ou rulotes de farturas, entre outros.

Eduardo Vítor Rodrigues garantiu os espaços cumprirão as normas da Direção-Geral da Saúde (DGS), tendo acesso condicionado e entrada única controlável.

Já no final da reunião, em declarações aos jornalistas, o autarca acrescentou às medidas a presença da Polícia Municipal.

Em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, já estão escolhidos os espaços que vão acolher estas minifeiras: Parque Maria Adelaide (Arcozelo), parque de estacionamento do Estádio Jorge Sampaio (Pedroso), Quinta da Mesquita (Avintes) e Centro Cívico de Serzedo.

Questionado sobre se não estava previsto um recinto no centro do concelho, Eduardo Vítor Rodrigues disse que para o Jardim do Morro, à saída da ponte D. Luís, está previsto um Festival de Street Food durante dois meses.

O objetivo deste programa, indicou, é “proporcionar alguma diversão às pessoas face à ausência de festas populares, mas sobretudo possibilitar que os vendedores ambulantes e as atividades económicas em torno das festas possam ter espaço controlado com regras e segurança para fazer alguma receita”. As iniciativas vão decorrer em junho, julho, agosto e início de setembro.

Sobre as festas populares, como o São João, que o Porto e Vila Nova de Gaia tradicionalmente partilham, ou o São Pedro, na Afurada (Gaia), Eduardo Vítor Rodrigues disse está a ser preparada uma comunicação conjunta de vários concelhos.

Nesta medida, o autarca incluiu Braga por causa do São João e Lisboa, que comemora o Santo António.

*Com Lusa

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