"Evoluímos dos 299 milhões [de euros] em 2013, na altura da tomada de posse, para os 154 milhões em dezembro de 2017, e encerraremos dezembro de 2018, expectavelmente, nos 134 milhões, correspondendo esta evolução de 299 milhões para 134 milhões, à maior redução de dívida de que há registo nos municípios do país", afirmou o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia.

Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o professor e autarca de Gaia explicou hoje que a sociologia, área em que é doutorado, serviu de inspiração para a sua ação política local, sublinhando que recorreu aos seus ensinamentos em muitas tomadas de decisão que pretendiam promover a mudança.

Na palestra de abertura do ano letivo do curso de Sociologia, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues justificou uma estratégia de redução de dívida com o peso dos juros de mora.

"A dívida é ela própria consumidora de recursos. Nós estávamos a pagar, em média, um milhão e meio de euros por ano de juros de mora. (…) Um centro de saúde custa um milhão e meio, um pavilhão custa 900 mil euros", sustentou o autarca.

Para Vítor Rodrigues, "a gestão financeira não é apenas uma opção de ter uma folha de Excel bonita, é sobretudo um instrumento de desenvolvimento e de afirmação da marca de Gaia", que, assegurou, não se pode afirmar como cidade sustentável quando internamente não o é.

Neste sentido, o município conseguiu ainda reduzir o prazo médio de pagamentos, de 206 dias em dezembro de 2013 para 34 dias no fecho do primeiro semestre de 2018 o que permitiu "garantir zero euros de juros de mora em 2018".

O autarca admitiu que para este equilíbrio ser alcançado foi preciso fazer escolhas, nomeadamente ao nível dos colaboradores e das regalias em cargos de chefia.

"Nós tínhamos situações de prestações de serviço no valor de 140 mil euros. Temos neste momento menos 182 pessoas do que tínhamos à partida. Também cortamos na multiplicidade de direções municipais e cargos de chefia muito bem pagos. Cortamos em algumas regalias que iam existindo de forma mais ao menos generalizada e que travamos, como por exemplo a frota automóvel".

Situações, que exigiram alguma resiliência, uma vez que assumiu, desde o primeiro dia, que ia pôr "a casa em ordem" e que não abdicaria que o município fosse representado pelo seu presidente.

"Todas as pessoas que foram despedidas, estou a falar dos ‘boys' e destas prestações de serviços megalómanas, todas foram despedidas por mim", revelou.

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