A votação da proposta, que decorreu em reunião privada, foi transmitida à agência Lusa por fonte do município.

No documento aprovado, a que a agência Lusa teve acesso, lê-se que a alienação de lote número 8 da Rua Francisco Lyon de Castro, junto à Avenida das Forças Armadas, tem por base o "desenvolvimento de um projeto residencial para estudantes".

De acordo com o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, que assina a proposta, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa "manifestou interesse na aquisição do lote municipal, que, em conjunto com o lote de que já é proprietária, permitirá desenvolver um projeto com maiores dimensões e criará melhores condições para acolher a população estudantil nacional e internacional".

O autarca recorda também que "Lisboa é o maior polo universitário e de investigação do país, com mais de 140.000 estudantes inscritos no ensino superior, mais de 15.000 investigadores, recebendo anualmente mais de 13.000 estudantes internacionais e mais de 3.000 estudantes ao abrigo do programa Erasmus".

Por essa razão, "o projeto de criação de residências para estudantes integra-se no desígnio de reforço da posição de Lisboa como centro de conhecimento e verdadeira cidade Erasmus", adianta Manuel Salgado.

Também aprovada por unanimidade foi a aquisição, por direito de preferência, de um lote na Rua das Barracas (que dá também para os becos do Félix e Petinguim), na freguesia de Arroios.

O objetivo é aqui concretizar o Programa Renda Acessível, que visa o arrendamento a custo reduzido de 5.000 a 7.000 fogos em 15 zonas da cidade, tendo os jovens como primeiros destinatários.

Na apresentação do orçamento municipal para 2017, o vereador das Finanças, João Paulo Saraiva, anunciou que o primeiro concurso para exploração de fogos de renda acessível em Lisboa será lançado no primeiro trimestre do próximo ano e manifestou interesse em que a operação assente sobre a Rua das Barracas.

Na reunião privada de hoje foi ainda aprovada - com a abstenção do CDS-PP e votos favoráveis da maioria socialista (que inclui os Cidadãos por Lisboa), PSD e PCP - a emissão de um parecer desfavorável ao pedido de informação prévia que visava a instalação de um empreendimento turístico - hotel de cinco estrelas com SPA e piscina - no Palácio Mendonça, mais conhecido por Casa Ventura Terra, e no respetivo jardim.

Meses depois da entrada na Câmara do pedido feito por um privado, este palácio foi vendido pelo Estado à Fundação Aga Khan, por 12 milhões de euros.

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