"É uma aberração que não respeita a tradição arquitetónica e urbanística do local, uma praça típica, com vista para as colunas da Praça de São Pedro", lamentou o cardeal italiano Elio Sgreccia em entrevista ao jornal "La Repubblica".

Elio Sgreccia, que não reside no prédio onde o restaurante deverá abrir, falou em nome de sete cardeais que vivem na pequena praça, onde os prédios são propriedade do Vaticano.

"Trata-se de uma oportunidade, a proposta que nos fizeram é boa economicamente", assinalou, por outro lado, Domenico Calcagno, presidente da Apsa, entidade da Santa Sé que administra os imóveis do Vaticano e que aceitou alugar um espaço de mais de 500m² à cadeia de fast-food.

Um dos cardeais escreveu inclusive uma carta de protesto ao Papa, pedindo que o mesmo intervenha no assunto.

"Não se pode pensar só em negócios. Seria melhor usar esse espaço para ajudar os necessitados, para acolher os que sofrem, como o Papa ensina", assinala Sgreccia.

Apesar dos protestos, o representante da Apsa não voltou atrás.

A batalha contra o gigante americano de fast-food divide os chamados "príncipes da Igreja", que temem que se proponha a peregrinos e turistas "comida que não oferece garantias à saúde do consumidor", disse Sgreccia, citando estudos médicos.

Aos cardeais também lhes preocupa o impacto negativo da cadeia de hambúrgueres na região, já abarrotada de turistas, restaurantes e vendedores.

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