Manuel Clemente falava hoje aos jornalistas antes da celebração do Domingo de Páscoa, na catedral lisboeta.

Segundo a agência de notícias católica Ecclesia, o cardeal-patriarca deixou um apelo à “solidariedade internacional”, porque as autoridades locais “só por si não conseguem resolver”.

“É um problema trágico, que dura há tanto tempo e não tem nenhuma razão de ser”, concluiu Clemente citado pela Ecclesia.

A vila de Palma, cerca de 25 quilómetros do projeto de gás natural da multinacional Total, sofreu um ataque armado a 24 de março, que as autoridades moçambicanas dizem ter resultado na morte de dezenas de pessoas e na fuga de centenas.

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados, segundo agências da ONU, e mais de duas mil mortes, segundo uma contabilidade feita pela Lusa.

O Papa Francisco também recordou hoje, no Vaticano, a situação em Moçambique, na sua mensagem de Páscoa, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’.

“Que a força do Ressuscitado apoie as populações africanas que vêm o seu futuro comprometido pela violência interna e pelo terrorismo internacional, especialmente no Sahel e na Nigéria, bem como na região de Tigray e Cabo Delgado”, disse o Papa Francisco.

“Que continuem os esforços para encontrar soluções pacíficas para os conflitos, respeitando os direitos humanos e a sacralidade da vida, com um diálogo fraterno e construtivo em um espírito de reconciliação e de solidariedade efetiva”, reforçou.

Nas declarações aos jornalistas o cardeal-patriarca de Lisboa destacou a importância, para os católicos, de celebrar a ressurreição de Cristo.

“A vida que Jesus nos trouxe não acabou ali”, apontou, realçando que essa fé move homens e mulheres que “vivem com o mesmo impulso e são sinais dessa presença”.

O patriarca de Lisboa saudou quem é capaz de ir “ao encontro dos outros”, nas famílias, nos serviços públicos e particulares e elogiou os “sinais de ressurreição” que se multiplicaram diante da pandemia, na Igreja e na sociedade.

“Há muitos sinais de uma presença que ressuscita, efetivamente, as vidas, que faz com que as coisas andem para a frente e ganhem outro horizonte”, disse a Manuel Clemente citado pela Ecclesia.

Questionado sobre a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que Lisboa vai receber no verão de 2023, D. Manuel Clemente afirmou que esta vai ser uma oportunidade para a “humanidade se relançar”, no pós-pandemia.

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