A CT falava na sequência do anúncio de que o memorando de entendimento para a passagem da gestão da empresa para a Câmara de Lisboa vai ser assinado na segunda-feira.

Num comunicado enviado à Lusa, a CT considerou que esse é o caminho para que a Carris tenha uma “administração empenhada em resolver os problemas da empresa e dos seus trabalhadores em prol da melhoria da mobilidade na cidade de Lisboa”.

“A Comissão de Trabalhadores da Carris, desde 2012, defende ser esta solução a que melhor serve os interesses dos trabalhadores e de todos os que diariamente utilizam a Carris nas suas deslocações”, lê-se no documento.

No comunicado, a CT enumerou ainda vários problemas que considera de resolução urgente, como a admissão de tripulantes, sistemas de combate e dissuasão à fraude, uma “aposta séria na manutenção, aquisição de novos veículos amigos do ambiente e separação total da Carris” das restantes empresas agregadas na marca Transportes de Lisboa.

Frisou-se ainda que é a Câmara de Lisboa que tem poderes para aumentar o número de corredores BUS e fiscalizar o “estacionamento desgovernado”, medidas que irão aumentar a velocidade comercial dos autocarros.

A Câmara de Lisboa vai iniciar funções como gestora da Carris a partir de 01 de janeiro de 2017.

A gestão da Carris era uma ambição antiga do município e a decisão do Governo de a entregar à autarquia lisboeta surge na sequência da suspensão do processo de subconcessão das empresas públicas de transporte de Lisboa e do Porto lançado em 2011 pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.

Na altura, o ex-primeiro-ministro Passos Coelho chegou a atribuir a subconcessão das empresas em Lisboa (Metro e Carris) ao grupo espanhol Avanza, o Metro do Porto à Transdev e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP - serviço de autocarros) à Alsa, do Grupo Nacional Express.

Os contratos aguardavam visto prévio do Tribunal de Contas para entrarem em vigor quando António Costa assumiu funções e os suspendeu.

Entretanto, o Governo PS decidiu entregar a gestão da Carris à Câmara de Lisboa, enquanto no Porto a rodoviária STCP vai ser gerida pelos seis municípios da Área Metropolitana onde opera (Porto, Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo).

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