No dia em que cumpriram mais uma jornada de greve parcial, os carteiros deram ainda conta da falta de pessoal e de equipamentos e de meios para o transporte e a distribuição de objetos postais.

“Alguns têm uma carga de trabalho que não permite a distribuição dos objetos postais nas 7 horas e 48 minutos [o tempo de trabalho que cumprem por dia]”, disse Paulo Silva, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, à Lusa.

Os carteiros exigem um novo estudo dos giros e a admissão de mais três trabalhadores para repor o potencial de trabalho no Centro de Distribuição Postal de Barcelos, que, segundo Paulo Silva, “foram suprimidos num estudo anterior”.

Para o dirigente sindical, esta situação faz com que “seja negado aos cidadãos um serviço com a qualidade e a celeridade que em tempos idos distinguiram os Correios de Portugal como a empresa mais confiável a operar em Portugal e no mundo”.

Os carteiros alegam que a reestruturação dos giros resultou “pouco proveitosa e com visível desperdício de recursos humanos”.

Queixam-se ainda de trabalho extraordinário não remunerado.

Dizem que estão há cerca de quatro meses a desenvolver formas de luta, plenários e greves, sem que os responsáveis dos CTT tenham ainda apresentado qualquer proposta que vá de encontro à satisfação das suas reivindicações.

Por isso, hoje enviaram uma carta ao presidente da Câmara de Barcelos, pedindo-lhe que “interceda junto da Comissão Executiva dos CTT no sentido de se achar um desfecho que satisfaça e acomode todos os intervenientes”.

Na carta, sublinham que “a privatização dos Correios de Portugal, sonho colorido de alguns tornado realidade, virou um acinzentado pesadelo para todos os cidadãos e, por incumbência, para os seus dedicados e briosos trabalhadores”.

A Lusa contactou a administração dos CTT, mas ainda não obteve qualquer reação.

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