Agora, quando se tenta aceder à página www.whitehouse.gov/espanol, encontra-se a mensagem “Lamentamos, a página que procura já não existe” em inglês e espanhol (“Sorry, the page you’re looking for can’t be found (Disculpa, la página que estás buscando no puede encontrarse)”).

A versão em espanhol dessa página foi pela primeira vez criada nos meses seguintes à chegada ao poder do agora ex-presidente Barack Obama, e até alguns dias antes da tomada de posse de Trump tinha um ‘blog’ dedicado a temas de interesse da comunidade hispânica.

O novo Governo Trump, no qual não há qualquer latino em cargos de responsabilidade, ordenou também o encerramento de outros instrumentos de comunicação em espanhol, como a conta @LaCasaBlanca, na rede social Twitter, e uma página do Facebook.

Desde a chegada do novo chefe de Estado à Casa Branca, ainda não foi nomeado um responsável de imprensa para os ‘media’ hispânicos, um cargo até à data ocupado pelo jornalista Luis Miranda.

Dias antes da sua investidura, na passada sexta-feira, Trump terminou de anunciar os nomes de todos os membros do seu executivo, a maioria dos quais ainda deve ser confirmada pelo Senado e entre os quais não há hispânicos.

Já durante a campanha eleitoral, o magnata nova-iorquino do imobiliário protagonizou vários momentos polémicos, fazendo críticas ao uso da língua espanhola nos Estados Unidos, um país onde mais de 55 milhões de pessoas são falantes dessa língua.

Em setembro de 2015, Trump aproveitou um ato público realizado em Miami, na Florida, para criticar Jeb Bush, ex-governador daquele estado norte-americano, dizendo que até gostava do político republicano mas que ele deveria “dar o exemplo e falar inglês quando está nos Estados Unidos”.

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