A história da adolescente judia Anne Frank ficou eternizada num diário que se tornou um best-seller mundial depois da sua morte num campo de concentração nazi, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante mais de dois anos, a adolescente e a família viveram escondidos num anexo de um edifício em Amesterdão onde o pai de Anne, Otto Frank, também tinha um negócio. O diário da adolescente foi escrito durante esse período.

Esse edifício é hoje a Casa Museu Anne Frank, um dos locais mais visitados daquela cidade holandesa, que a partir desta quinta-feira tem uma estrutura remodelada, nomeadamente nas zonas de entrada e de saída, com o objetivo de ter uma melhor gestão das habituais longas filas de visitantes registadas junto ao museu.

“O interesse na história de vida de Anne Frank não diminuiu. Muitos dos nossos visitantes têm menos de 25 anos e são de fora da Europa. Por isso, é importante aprofundar o contexto histórico e os antecedentes da sua história de vida no museu”, referiu a Casa Museu Anne Frank, num comunicado citado pelas agências internacionais.

Os trabalhos de remodelação consistiram, entre outros aspetos, na criação e na ampliação de uma zona de bengaleiro, de uma área educacional e de uma sala de receção, espaços que pretendem ter capacidade para acolher as 1,2 milhões de pessoas que visitam anualmente a Casa Museu Anne Frank.

O sistema de venda de bilhetes para o museu também foi reformulado. Agora, 80% dos ingressos serão colocados à venda com dois meses de antecedência e só podem ser adquiridos via Internet. Os restantes 20% estarão disponíveis um dia antes.

O anexo secreto onde Anne Frank e a sua família estiveram escondidos mantém o seu caráter autêntico, mas a remodelação do museu permitiu adicionar mais conteúdos visuais ao local, como por exemplo mais conteúdos de contexto histórico e mais informações sobre cada pessoa que viveu naquele esconderijo, referiu a diretora do museu, Garance Reus-Deelder, na mesma nota informativa.

A inauguração das novas instalações da Casa Museu Anne Frank foi presidida pelo rei Guilherme da Holanda, que esteve acompanhado por um grupo de jovens de entre os 16 e os 20 anos, que colaboram com o museu num trabalho de consciencialização contra o preconceito e a discriminação.

A família Frank foi denunciada e detida a 4 de agosto de 1944, tendo sido enviada para campos de concentração.

Anne Frank morreu com 15 anos no campo Bergen Belsen (norte de Alemanha) em 1945.

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