O envenenamento “podia ser do interesse do Governo britânico, que está numa situação desconfortável pela incapacidade para cumprir as promessas feitas aos eleitores sobre as condições do ‘Brexit’”, disse Serguei Lavrov, numa conferência de imprensa em Moscovo.

“E também podia ser do interesse dos serviços especiais britânicos, que são conhecidos pela capacidade para agir com permissão para matar”, acrescentou.

Segundo Lavrov, a Rússia não tinha nenhuma razão, nas vésperas das presidenciais de 18 de março e a poucos meses do Mundial de futebol, de envenenar o ex-espião, que foi condenado na Rússia por traição, mas integrou em 2010 uma troca de prisioneiros.

O ministro criticou também a decisão de vários países ocidentais de expulsar diplomatas russos como represália, afirmando tratar-se de “uma vingança” contra os diplomatas numa altura “em que não há provas” do envolvimento de Moscovo.

Lavrov acusou ainda o Reino Unido, os Estados Unidos e os aliados de terem “perdido toda a decência” e de “recorrerem a mentiras ou à desinformação pura e simples”.

A Rússia, afirmou, “tem numerosas questões” em relação ao caso Skripal e “a incapacidade do Reino Unido para responder significa que tudo não passa de uma invenção e, mais concretamente, de uma provocação”.

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