Inicialmente, as autoridades policiais de Bruxelas estimavam entre 10.000 e 20.000 as pessoas que se juntaram à manifestação, organizada por duas associações independentistas catalãs, e que desfilam nas imediações das instituições da União Europeia, com o objetivo de “acordar a Europa”.

Os manifestantes chegaram a Bruxelas pelos mais diversos meios de transporte: além dos voos comerciais, centenas viajaram em voos ‘charter’, foram mobilizados mais de 250 autocarros, alguns dos quais tiveram muitas dificuldades em chegar ao “quarteirão europeu”, já que os acessos ficaram bloqueados, e outros deslocaram-se mesmo em viaturas particulares.

Concentrados no “Parque do Cinquentenário”, vizinho das sedes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, os manifestantes, muitos dos quais “embrulhados” em bandeiras da Catalunha, iniciaram uma marcha, no final da qual estão previstos discursos do ex-presidente do Governo da Catalunha, Carles Puigdemont, e da “número dois” do partido independentista Esquerda Republicana da Catalunha, Marta Rovira.

Os pró-independentistas já contaram com o apoio, no terreno, de vários membros do N-VA, o partido independentista da Flandres (região neerlandesa da Bélgica), que em comunicado escreveu que “Hoje somos todos catalães”.

A tentativa de criar na Catalunha um Estado soberano e independente de Espanha terminou com a intervenção judicial do Governo central na região, o que levou o então presidente do governo regional e outros governantes a refugiarem-se em Bruxelas.

Uma dezena de líderes separatistas estão a ser investigados pela justiça espanhola por alegados crimes de rebelião, sedição e peculato.

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