A Universidade de Outono do Podemos começou na sexta-feira e termina hoje, em Madrid, intervindo Catarina Martins num painel intitulado "Sul ou não Sul. Contra a Europa dos lobbies, democracia", juntamente com o secretário-geral do partido organizador, Paulo Iglesias, bem como elementos dos partidos francês e alemão, La Francce Insoumise e Die Linke, respetivamente.

Fonte do BE adiantou à agência Lusa que "as esquerdas que se encontram em Madrid convergem num projeto que impõe a solidariedade e a justiça social ao populismo xenófobo e ao empobrecimento".

"Na defesa dos serviços públicos como nas políticas de rendimento, que são a garantia de dignidade de quem trabalha ou trabalhou, é à esquerda que se constrói este programa", disse a mesma fonte, antecipando que a intervenção de Catarina Martins se deverá debruçar sobre estes temas.

Já no final de agosto, a coordenadora do BE tinha participado, em Marselha, na Universidade de Verão do partido liderado por Jean-Luc Mélenchon, França Insubmissa, onde defendeu a construção de um novo projeto social de organização europeia.

A cooperação entre estes partidos de esquerda ganhou forma em abril, quando o BE, o Podemos e a França Insubmissa lançaram, em Lisboa, o movimento político europeu "Agora, o povo", uma "alternativa concreta, com as pessoas no centro" para "uma nova cooperação europeia" contra os tratados atuais.

No lançamento desse movimento, Catarina Martins destacou que os três partidos de esquerda fundadores daquele movimento acreditavam ser "possível uma nova cooperação europeia, diferente dos moldes em que tem existido e que possa pôr no centro a vida das pessoas".

Por seu lado, Jean-Luc Mélenchon, líder do França Insubmissa, escolheu dizer as primeiras palavras em castelhano para que se notasse que não se falava em inglês "pela primeira vez numa reunião internacional".

Para o líder do partido francês, foi um "dia de alegria" a assinatura daquele manifesto, que resumia "as ideias essenciais" do que move estes três partidos, que é criar uma alternativa na Europa, cujo projeto "tem convulsões inquietantes".

"No próximo ano teremos eleições europeias e vamos trabalhar desde aí - e não só - para construir uma nova Europa que dê dignidade e soberania e aos seus povos. É importante assinalar o fracasso das políticas europeias fundamentadas naquilo que alguns chamaram austeridade", afirmou então, por seu turno, o líder do Podemos, Pablo Iglesias.

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