A decisão é uma queda significativa para Moonves, de 68 anos, celebrado em Wall Street por transformar a televisão mais popular dos Estados Unidos.

Moonves foi denunciado este domingo na New Yorker por seis outras mulheres que o acusam de agressão sexual e de dificultar as suas carreiras, impedindo progressões.

Uma delas disse ao jornalista Ronan Farrow que Moonves a forçou a fazer sexo oral e depois empurrou-a violentamente contra uma parede.

Em julho, outras seis mulheres já o tinham denunciado à New Yorker por apalpar e por beijos forçados.

A CBS disse em comunicado publicado no seu portal que a empresa e Moonves vão doar imediatamente 20 milhões de dólares a uma ou mais organizações que apoiem o movimento #MeToo e a igualdade de género no local de trabalho.

A televisão indicou que o dinheiro virá de uma eventual indemnização pela saída para Moonves, que não será entregue até que sejam revelados os resultados de uma investigação das denúncias encomendada pela CBS.

Moonves nega veementemente todas as acusações e afirma que estas fazem parte de uma campanha para difamá-lo.

A CBS anunciou um acordo com a família Redstone, que controla 80% dos direitos de voto da emissora, para evitar por pelo menos dois anos uma fusão com a Viacom, da mesma família. Moonves e vários diretores da CBS opunham-se a esta fusão, impulsionada por Shari Redstone. Se não chegassem a um acordo, o processo sobre este litígio deveria começar a 3 de outubro num tribunal no estado de Delaware.

O diretor operacional da CBS, Joseph Ianniello, que entrou na empresa em 2005 e ocupa este cargo desde 2013, será o presidente interino até que se decida o sucessor de Moonver.

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