Na comissão parlamentar da Saúde, onde hoje está a ser ouvido o ministro Adalberto Campos Fernandes, a deputada do CDS Isabel Galriça Neto disse que o discurso do governante e a realidade são “duas linhas paralelas que não se tocam”.

“Ou faz um diagnóstico errado ou está em completa negação, o que é igualmente grave”, afirmou a deputada centrista.

Para o CDS, o ministro tem tentado, com a sua “oratória e retórica”, lançar “uma cortina de fumo sobre a realidade: “Vai repetindo um mantra, como o número de contratações, e acha que por insistir nessa narrativa a realidade passa a ser diferente”.

Isabel Galriça Neto considerou “evidente” que se tenha decidido aumentar o número de profissionais de saúde, com a passagem das 40 para as 35 horas de trabalho semanais, mas disse que as horas assistenciais nos cuidados de saúde não aumentaram em proporção devida.

“Estão à vista os resultados da austeridade que foi aplicada à saúde e das múltiplas promessas que o senhor ministro fez e não foram cumpridas”, disse a deputada, manifestando intranquilidade em relação ao que acontecerá nos hospitais a partir de 1 de julho com mais uma vaga de profissionais a passar para as 35 horas de trabalho semanais.

O CDS insiste que “há um conjunto de falhas e lacunas” que está relacionado com “o garrote que as Finanças impõem ao Ministério da Saúde”.

Em resposta às críticas do CDS, o ministro da Saúde disse que não admite “que se falte à verdade”, sublinhando que os indicadores do acesso mostram que o Serviço Nacional de Saúde “está melhor hoje do que em 2015”.

Adalberto Campos Fernandes deu o exemplo do crescimento das cirurgias que, segundo os dados do Ministério, aumentaram tiveram um acréscimo de 20 mil doentes operados em dois anos.

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