Falando aos jornalistas após visitar algumas das ruas que o partido considera serem locais de compra e venda de droga na cidade de Lisboa, Cristas afirmou que há falta de meios de segurança e notou que o partido tem recebido diversos relatos relacionados "com o clima do medo e da insegurança que se vive" nesta zona da cidade.

A iniciativa começou no Largo Camões, passou pela Calçada do Combro e terminou em Santa Catarina, junto ao miradouro conhecido como 'Adamastor'.

"O que nós observámos e os relatos que temos recebido com muita insistência tem a ver com o clima do medo e da insegurança que se vive nesta área da nossa cidade, onde há um mercado a céu aberto de tráfico de droga, onde as pessoas são constantemente assediadas, a qualquer hora do dia e da noite, sejam portugueses, sejam estrangeiros, com maior pressão sobre os turistas também", reforçou.

"Isto tem a ver com a degradação da segurança na nossa cidade", insistiu.

A autarca centrista referiu que a esquadra da PSP no Bairro Alto costumava ter 100 polícias e neste momento tem apenas 30 e um carro-patrulha para "toda a zona da Baixa de Lisboa".

Assim, Assunção Cristas considera necessário que haja "reforço de meios" e de condições para a atuação da PSP, para fazer face aos problemas de insegurança.

"É impossível andar com tranquilidade nesta zona da cidade e é impossível fazer comércio", declarou.

Durante a visita, a vereadora falou com dois comerciantes, tendo um deles informado de que foi agredido há cerca de um mês por ter dito a um grupo concentrado à porta do seu estabelecimento para não traficar droga ali.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), admitiu na última reunião descentralizada do município que há um “extremo desequilíbrio” na zona de Santa Catarina, considerando que as soluções passam por câmaras de videovigilância e reforço do policiamento.

Nessa sessão, foram vários os relatos relacionados com problemas de insegurança nesta área da capital.

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