Quatro novos dirigentes do CDS-PP anunciaram a sua demissão, noticia o Expresso. As saídas são de Paulo Cunha de Almeida e José Carmo, que abandonam a Comissão Política Nacional, e de José Maria Seabra Duque e Tiago Leite, que saem do Gabinete de Estudos do partido.

Todas estas figuras são apoiantes de Filipe Lobo d'Ávila, ex-vice-presidente do partido que, em conjunto com os ex-vogais da comissão executiva (órgão mais restrito da direção) Raul Almeida e Isabel Menéres Campos, anunciaram ontem a sua demissão.

Estas saídas ocorrem depois da comissão política nacional do CDS-PP ter estado reunida na quinta-feira à noite, num encontro digital que se prolongou pela madrugada dentro.

No final da reunião, numa nota enviada à agência Lusa a direção confirmou que, "reunida a comissão política nacional, o presidente do partido decidiu solicitar a convocação de um Conselho Nacional".

Na quarta-feira, num artigo de opinião publicado no jornal 'online' Observador, o antigo vice-presidente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes propôs a realização de um Conselho Nacional para convocar eleições antecipadas para a liderança ainda antes das eleições autárquicas, e defendeu que esta direção "não conseguirá" resolver "a crise de sobrevivência" do partido, mas não adiantou se será candidato a suceder a Francisco Rodrigues dos Santos.

Em resposta, o presidente do CDS-PP defendeu que "mal seria" se "navegasse ao sabor de um artigo de opinião", e lamentou "o dano" que esta discussão provoca ao partido, mas referiu que o assunto seria discutido nos órgãos do partido.

Numa entrevista televisiva na quinta-feira à noite, o eurodeputado Nuno Melo defendeu que o presidente do CDS "deixou de ter condições" para liderar o partido.

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