Palavras de ordem contra a precariedade e os baixos salários marcaram o arranque do desfile, que saiu da praça do Rossio, em Lisboa, já depois das 15:00, sob o lema “Aumentar os salários! Desenvolver o país”.

Na resolução da CGTP hoje distribuída, a intersindical reafirma a exigência de um aumento geral dos salários em 90 euros para todos os trabalhadores e de um aumento do salário mínimo nacional para os 850 euros “a curto prazo”, entre outras melhorias de condições laborais.

O aumento do salário mínimo está no centro do debate político, sendo um dos relevantes nas negociações do próximo Orçamento do Estado, que o Governo quer ver aprovado no parlamento com o apoio da esquerda parlamentar.

O ministro das Finanças disse recentemente que o aumento do salário mínimo deve ter expressão significativa, sem, no entanto, referir valores.

O líder do PSD, Rui Rio, questionou recentemente a oportunidade de aumentar o salário mínimo, numa altura de crise no país provocada pela pandemia de covid-19, afirmando que esse aumento contribuiria para um aumento do desemprego.

A CGTP-IN convocou para hoje duas concentrações em Lisboa, uma no Cais do Sodré, outra no Rossio, com ambas a partirem em desfile e a confluírem para o Terreiro do Paço, onde Isabel Camarinha fará uma intervenção de encerramento da ação de luta.

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