A candidatura de Simone Tebet, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e Mara Gabrilli, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi confirmada hoje pelos partidos que tentam atrair eleitores que não querem votar nem no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem no actual chefe do Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais de 02 de outubro.

Tanto Lula da Silva, favorito nas sondagens com cerca de 47% das intenções de voto, como Bolsonaro, a quem as últimas pesquisas atribuem cerca de 29%, escolheram homens como parceiros de candidatura.

O ex-presidente escolheu o centrista Geraldo Alckmin como candidato à vice-presidência e o atual chefe de Estado, que se recandidata, o general da reserva e ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto.

A nomeação de Gabrilli como companheira de candidatura de Tebet foi anunciada numa reunião dos líderes do MDB, que, durante anos, foi a maior força eleitoral do país, o PSDB, liderado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e o Partido da Cidadania.

Gabrilli, que ficou tetraplégica aos 26 anos num acidente, foi eleita senadora por São Paulo em 2018, após ter sido deputada federal por dois mandatos consecutivos nos quais se caracterizou pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

Em 2018, tornou-se a primeira brasileira a ser eleita membro do Comité da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Além da parceria de Tebet e Gabrilli, que reune MDB, PSDB e Cidadania, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), de esquerda, também indicou duas mulheres para concorrer a presidência e vice-presidência: a sindicalista Vera Lucia e a lider indígena Kuna Ypora.

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