O Conselho do CERN reuniu-se hoje em sessão extraordinária para discutir as “futuras interações” com a Rússia depois da ofensiva militar contra a Ucrânia, país que é membro-associado do CERN e ao qual a organização europeia manifestou apoio.

Em comunicado, o CERN, do qual fazem parte 23 países, incluindo Portugal, refere que, até nova decisão, “não se envolverá em novas colaborações” com a Rússia e “as suas instituições”, e que o estatuto de observador do país está suspenso.

O Conselho expressa, no entanto, “o seu apoio aos muitos membros da comunidade científica russa do CERN que rejeitam” a invasão da Ucrânia, adiantando que “promoverá iniciativas para apoiar os colaboradores ucranianos e a atividade científica ucraniana no campo da física de alta energia”.

O laboratório europeu de física de partículas, com sede em Genebra, Suíça, esclarece que “cumprirá todas as sanções internacionais aplicáveis”, realçando que “está pronto para tomar quaisquer outras medidas, conforme apropriado, em futuras reuniões”.

Os Estados-membros condenam a ofensiva militar, deplorando “a perda de vidas humanas” e “o impacto humanitário”, assim como “o envolvimento da Bielorrússia no uso ilegal da força contra a Ucrânia”.

O comunicado do CERN acrescenta que administração, funcionários e cientistas estão “a trabalhar para contribuir para o esforço humanitário na Ucrânia e para ajudar a comunidade ucraniana no CERN”, frisando que a guerra da Rússia contra a Ucrânia “vai contra tudo o que a organização defende”, como os “valores fundamentais de colaboração científica além-fronteiras como um motor para a paz”.

Criado em 1954, o CERN alberga o maior acelerador de partículas do mundo.

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