“Na semana posterior ao fim do estado de emergência (de 04/05 a 10/05), o tráfego de voz aumentou 6% face à semana anterior, enquanto o tráfego de dados diminuiu 5%”, apontou, em comunicado, a Anacom.

De acordo com o regulador, o retrocesso verificado no tráfego de dados deveu-se a uma queda de 5% no tráfego fixo, enquanto o de dados móveis avançou 3%.

Já no caso do tráfego de voz, tanto fixa como móvel aumentaram 6%.

O tráfego de dados encontra-se 47% acima do que foi registado no período pré-covid-19, representando os dados fixos 96% do tráfego de dados.

Por sua vez, o tráfego de voz foi 23% superior ao verificado na semana anterior à declaração de pandemia.

Na primeira semana de maio, o número de acessos em local fixo cresceu 0,6%, em comparação com o período antes da covid-19, enquanto o número de acessos móveis cedeu entre 0,3% e 2,8% em função do tipo de acesso.

Conforme apontou a Anacom, o tráfego médio semanal por utilizador foi, no mínimo, 20 minutos de voz fixa, 66 minutos de voz móvel, 36 gigabites (GB) de dados fixos e 0,8 GB de dados móveis.

Na semana em causa verificou-se ainda uma “redução ligeira” do número de testes à velocidade da internet, realizados através do NET.mede, um serviço ‘online’ da Anacom que avalia alguns parâmetros da qualidade da internet, a partir de um computador, ‘smartphone’ ou ‘tablet’.

No caso dos acessos fixos residenciais foram realizados 4.120 testes, no período de referência, abaixo dos 4.216 registados na semana anterior.

Nos acessos móveis, por seu turno, o número médio diário de testes, fixado em cerca de 1.200, abrandou para 1.076.

Por concelho, comparando a semana em causa com o período anterior à pandemia, Lisboa (+1.523) e Porto (+634) foram os que registaram a maior subida do número médio diário de testes em termos absolutos, seguidos por Oeiras (+102).

“Nos testes realizados através de acessos móveis, estes são também os concelhos com mais testes à velocidade. Lisboa lidera, seguindo-se Oeiras e em terceiro lugar o Porto”, apontou o regulador.

Entre 04 e 10 de maio, o tráfego de encomendas postais “manteve a tendência de crescimento”, subindo 20% face à semana anterior.

As encomendas nacionais somaram 17%, as internacionais de saída 51% e as internacionais recebidas do exterior 30%.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 297 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

Portugal contabiliza 1.184 mortos associados à covid-19 em 28.319 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais nove mortos (+0,8%) e mais 187 casos de infeção (+0,7%).

Das pessoas infetadas, 680 estão hospitalizadas, das quais 108 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados é de 3.198.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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