“O público está a perceber (cada vez mais) como são desonestos os FakeNews. Deturparam o que eu disse sobre o ódio, o sectarismo, etc. Vergonha!”, escreveu Trump no Twitter às primeiras horas da manhã de hoje.

Donald Trump suscitou indignação nos Estados Unidos, incluindo de destacados políticos republicanos, ao afirmar que houve em Charlottesville violência “dos dois lados”.

Trump disse que havia “pessoas muito más” na marcha de sábado, em que uma manifestante antirracista foi mortalmente atropelada por um simpatizante da extrema-direita, mas frisou que também havia “pessoas muito boas” em ambos os lados.

Donald Trump também criticou o senador Lindsey Graham, que o atacou pelas declarações que fez a propósito dos incidentes em Charlottesville, afirmando que Trump retrocedeu ao pôr no mesmo plano os extremistas e os antirracistas.

“Lindsey Graham procura publicidade e afirmou que eu disse que há uma equivalência moral entre o KKK, neonazis e supremacistas… e pessoas como [Heather] Heyer”, a mulher de 32 anos morta em Charlottesville. “Que mentira repugnante. Ele simplesmente não consegue esquecer a derrota eleitoral. As pessoas da Carolina do Sul vão lembrar-se!”, acrescentou, numa aparente referência à derrota de Graham nas primárias republicanas para as presidenciais de 2016.

Ainda esta manhã, Trump lamentou a remoção de estátuas que recordam o tempo da América Confederada.

"É triste ver a história e a cultura do nosso grande país a ser destruída pela remoção das nossas belas estátuas e monumentos", escreveu Trump no Twitter. "Não se pode mudar a história, mas pode aprender-se com ela. Robert E Lee, Stonewall Jackson - quem é o próximo? Washington, Jefferson? Que tolice!", acrescentou

O debate sobre as estátuas e símbolos confederados surgiu depois de, em junho de 2015, Dylann Roof, também supremacista branco fascinado com a Confederação, ter assassinado nove afro-americanos numa igreja de Charleston, na Carolina do Sul.

As autoridades começaram então a retirar algumas das estátuas e símbolos da Confederação, que abundam nos estados do sul do país. Calcula-se, no entanto, que cerca de 1.500 ainda estejam de pé.

A Confederação secessionista agrupou 11 estados do sul que se separaram dos Estados Unidos entre 1861 e 1865, em defesa de um modelo económico baseado na escravatura, contrário ao que defendiam os 23 estados do Norte, ou União.

A Confederação enfrentou a União durante a Guerra da Secessão (1861-1865), que causou mais de 600 mil mortos.

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