Pacheco Amorim, adjunto do CDS há 20 anos no parlamento, foi um dos convidados dos partidos na sessão de encerramento do congresso que elegeu Francisco Rodrigues dos Santos para presidente do CDS, que considerou ser “mais continuidade do que renovação” relativamente a Assunção Cristas, e não uma ameaça por ter um perfil mais conservador.

E se Rodrigues dos Santos afirmou, no discurso da vitória, que não aceita lições de ninguém, o representante do Chega concorda, porque o seu partido “não quer dar lições a ninguém”.

As divergências surgem quanto à classificação do Chega de partido emergente, que “é uma forma de expressão”.

“Julgo que já somos mais do que um partido emergente, e já temos um lugar claro no espetro político português”, disse, claramente no espaço da direita.

Uma frase que serviu para uma crítica indireta ao CDS, por que o Chega é de direita, “sempre disse que o era”, ao contrário do CDS, alegou, que “nem sempre disse que era de direita, normalmente assume-se de centro-direita”.

Numa lógica competitiva, Pacheco Amorim considerou que o Chega está em melhores condições de liderar a direita em Portugal, porque é um partido antissistema e o CDS um partido do sistema, que é “muito influenciado pela esquerda e extrema-esquerda”.

Se o novo líder do CDS disse que o seu partido quer liderar a direita, Pacheco do Amorim admite que os dois têm um “inimigo comum” – “a esquerda e a extrema-esquerda”, mas quem vai liderar não se sabe.

“No que resta à liderança da direita, o futuro dirá”, afirmou.

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